domingo, 15 de abril de 2012

Devaneio Momentâneo.

Não pedi nada demais, também nunca quis nada demais.
Pensei que poderia ser desse jeito, suave como brisa e ao nosso tempo.
Vi você passar, quis te pegar, te segurar, te sentir, mas tudo ao mesmo tempo.
Tempo, parece que passou tão rápido, mas quando não estava contigo era tudo tão lento.

Senti vontade e vontades, nada que eu não esperasse, mas também nada que você não quisesse.
Veio tão forte, com tantos sorrisos, reflexões, uma paixão? Talvez não, não sei.
Um vento de fim de verão? É pode ter sido isso... mas gosto de outono.
Nunca tive certeza, quando tenho, me engano, com certeza.

Hoje penso, ontem não lembro e amanhã talvez esqueça.
Ouvindo esse Jazz, esse Indie ou esse Rap. Trago uns goles de solidão.
Deixo o tempo novamente passar, sem planos,  para ver se ele me traz algo diferente.
A vida aleatória é tão interessante quanto a programada, seu mistério é cativante e intrigante.

Espero? Não, não esperarei mais, expectativas para que? São ilusões, incertezas e angustias.
Fomos algo sim, não sei dizer o que, mas com certeza, nessa linha do tempo existimos.
Poucos perceberam nossa música, talvez porque ela não agrada a todos.
Fomos discretos e criamos nosso próprio mundo que nos agradou.

O nosso mundo foi imperfeito e cheio de defeitos.
Gostei dele assim, nada nele podia ou não ser concreto.
Incerteza era um medo, mas o que tem? A certeza é perfeita, mas tão chata...
Gosto assim, imperfeita, você assim, linda do seu jeito. Incerta e tão errada.

Senti ou não, não sei, mas tá aqui,
Algo que faz o coração acelerar,
Um sorriso que deixa muitos a desejar.
E um olhar que quando encarado é de embasbacar.

Não tenho medo de dizer, vento que por mim passou,
Brisa suave, com leve fragrância,
Que me remete até hoje,
 Sua lembrança.

Alguém diferente,
De bom coração,
Era perfeita?
Não.

Lost AND Found...

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