Minhas Próprias Correntes
Sempre há um pouco de você em tudo que faço, na maneira de como ajo e nas decisões que tomo, tudo se foi, mas você ficou, mas porque eu não quis deixar você ir, não quero deixar você ir, mas você já se foi a muito tempo e demorei para perceber, demorei até demais...
A mentira foi construída, a verdade foi encoberta uma vez, enterrada na segunda e destruída na terceira. O que é real? O que significa "o real"? Você faz tudo isso parecer tão artificial.
Não me toque mais, evite me olhar, não sorria como antigamente, pois são os laços que me fazem permanecer ainda doente por ti, doença que não se cura, melhora, mas sempre volta. Maldito resfriado Alucinótico.
Me deixei cair em uma mentira, não nego, ao ponto de meu mundo desabar, chorei, por um dia, aos cantos me encurralei, mas por um dia e nada mais. Importante que disso eu cresci, amargo, sintético e frio, em todo caso forte, para que não acreditasse em mais nada do que você pudesse me dizer ou fazer.
Mas o que acontece quando você solta o primeiro sorriso? As palavras em diminutivo e em tom agudo? É, isso mesmo... Tudo desaba, o ozônio do meu mundo cede e minhas geleiras derretem. Volto a ser o cara de antigamente, que se deixa fácil influenciar, que tenta te agradar, doce, idiota, que se põem mais uma vez na linha de fogo para ver você em mim ,novamente, atirar. Fácil, rápida, fria e certeira, destrói o meu mundo, pisa no meu sentimento.
Como revidar? Sem chances! Pois não fui tão importante ao ponto de você se importar, certo? Ciúmes? Isso você nunca teve, tão segura, tão perfeita no seu modo imperfeito de ser.
Não sei exatamente as palavras, mas algo assim já aconteceu... O sentimento não me faz esquecer, amargo e doído sentimento. Cansei de me explicar, mas a memória não cansa de lembrar.
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