Entendo como eu não te esqueço.
Entendo como você já me esqueceu.
Compreendo tudo o que aconteceu.
Compreendo como tudo isso morreu.
Interessante o desapego que cada pessoa tem, de como umas se entregam, lutam e se sacrificam até o final, e como tudo isso é ignorado, nem metade é notado e na maioria das vezes rejeitado. É o que dizem, "é a vida", que droga é a vida então, você sempre precisa experimentar os dois lados da faca para saber qual te faz sangrar.
Entendo como tudo é tão frio.
Entendo como isso é fácil de assimilar.
Compreensível como você agi assim.
Compreendo como isso veio a terminar.
Machuca, dói, deixa marca, cicatriza e nunca some. Entalhado nas memorias, fixado no pensamento, não é fácil tirar algo que você assumiu em sua mente como razão de seu viver, mas no final acabou virando razão de um breve, não longo, sofrimento. Odeio isso, você tem sempre o controle de você mesmo, mas nunca quer utiliza-lo, pois suas emoções estão todas dopadas com algo que nem existe mais, mas você tem a mesma esperança que tudo volte.
Um vórtice de desespero te pega quando você presencia a felicidade que você prometeu a essa pessoa, mas sendo que ela está com outra. Você se questiona todo santo dia "porquê não eu?" Isso cansa, você sabe a resposta, você só não quer admiti-la, acha que a vida é legal só porque você é legal.
É, simplesmente por compreensão eu digo que entendo.
No final ser compreensível é o que me afasta do sofrimento.
Te digo que esqueci, mas não sai da mente.
Lamento dizer, mas isso eu não compreendo.
Lost and Found, Maybe?