terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A água e o vento.

Água e o Vento.

A água em sua forma calma, o lago, avista o vento que como brisa está a passar.
O vento delicado passa rasteiro, chega perto do lago e consigo gotas de água chega a levar.
- Ei Vento, o que fazes? Porque passa assim por mim e não para nem um pouco para me cumprimentar?
- Desculpa-me Água, não sou de ficar parado igual a você, quando está nesse estado, lago.
O vento circula e circula pelo lago, parece se refrescar em toda vez que por ele chega a encostar.
A água fica com raiva, mas nada pode fazer, afinal, não se move nem para frente, nem para trás e nem para o lado. O vento sorri e percebe a inquietação da água com tal resposta.
-Obrigado pelo refresco, mas calma água, estava apenas a brincar e logo contigo irei ficar, mas primeiro terei que viajar, essa é a minha sina, não posso parar.
-Porque? Venha, deixa me sua brisa novamente sentir e com um pouco de mim se refrescar, por favor, venha vento, um pouco comigo ficar.
-Agradeço o apresso água, mas não posso e além do mais, você daí não nunca irá sair, então não precisa se exaltar.
A água sente uma alfinetada em seu amago com a palavras frias e congelantes do vento que ligeiro está a deixar-la.
-Mas então vá, aproveite sua liberdade, eu, a lugar nenhum irei, como mencionaste e ficarei aqui, esperando você retornar leve o tempo que levar.

*********************************************************************************

O vento, está seguindo sua viagem e já faz bastante tempo, não se lembra mais o quanto já percorreu.
10, 20 , 30 anos??? Não sabia dizer, perdeu as contas depois de tanto tempo flutuar, voar e soprar.
Estava cansado e não aguentava mais viajar. Queria voltar e um ponto calmo e tranquilo para se alojar.
Lembrou uma vez que encontrou um lago, refrescante, limpo, calmo, brilhante e parado.
Pensou em voltar para lá, custe o que custar, pois lembrava do conforto que um dia recebeu do lago. Mas coitado, nada podia fazer, a não ser ficar parado. Ao mesmo tempo ficou feliz, pois com certeza sabia que ia encontra-lo, no mesmo lugar, parado, pois era apenas um lago.
-Quero ver a cara da água quando me ver novamente, será surpreendente! - Indagou o vento, sorrindo.
O vento chega ao ponto onde recordava  que o lago ficava, mas tamanha foi a surpresa quando de cara não o encontrou.
Circulou e circulou, mas nada daquele lindo e calmo lago que um dia lhe refrescou encontrou. Ficou pasmo e mais forte, começou a soprar na esperança do lago encontrar.
Em sua ultima investida na procura, avista uma forma diferente na região em que o lago se situava.
Uma linha reta contendo água seguia até o mar, sem entender, desse na forma de brisa para tentar informações buscar.
Tenta falar com alguém, mas não consegue, o fluxo é muito rápido, ninguém consegue atenção lhe dar.
O vento então percebe o que pode ter ocorrido, chuvas fortes poderiam ter atingido esse lugar, o lago transbordou até que o rumo do mar alcançou e desde então, nunca mais parou.
Um sentimento de tristeza perfura o coração do vento que já não sabia mais o que fazer, queria encontrar a água, sentir sua tranquilidade, sua amistosidade,  que em nenhum outro lugar poderia jamais encontrar. Tarde de mais, percebeu o erro que cometeu, se corroeu, por não ter ficado e por lar circulado.
O vento perde a força e vaga por lá, esperando que um dia a água volte para o seu lado.

Continua...
(leia os balões da direita para a esquerda)
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Lendo o Volume 13 do C. D. Z. Ep. G, foi que tive a ideia para esse texto, nessa pagina que foi editada por mim, exatamente, eu já estava com esse paradigma na minha cabeça e lendo essa parte foi que deu aquele famoso boom! Ai nem terminei de ler o mangá direito e comecei a escrever.

Espero que gostem, se tiver erros, comentem que assim que puder eu corrijo, deem sua opinião, critiquem e tudo mais!

FOUND. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário